A partir de 1º de janeiro de 2026, empresas brasileiras que investem em anúncios na Meta (Facebook e Instagram) precisarão se adaptar a mudanças importantes, tanto no modelo de precificação dos anúncios quanto na forma como os tributos passam a ser apresentados nas faturas. Essas alterações estão diretamente ligadas à Reforma Tributária e ao alinhamento da Meta à prática global de mercado.
Reforma Tributária: CBS e IBS entram em cena
Em 2026, CBS e IBS entram em fase de transição com alíquotas simbólicas (CBS 0,9% e IBS 0,1%), sem impacto financeiro relevante. Apesar disso, as empresas já precisarão adaptar seus sistemas fiscais, contábeis e de compliance ao novo modelo do IVA dual, que será implementado gradualmente até 2033
Mudança no preço dos anúncios da Meta
Além da Reforma Tributária, a Meta passará a repassar impostos indiretos que antes eram absorvidos pela empresa, como:
- PIS/COFINS: 9,25%
- ISS: 2,9%
O aumento no custo dos anúncios não decorre diretamente da CBS e do IBS em 2026, mas sim da mudança no modelo de precificação da Meta, que passará a repassar ao anunciante brasileiro tributos indiretos atualmente existentes, como PIS, COFINS e ISS, antes absorvidos pela própria plataforma.
O aumento de custo poderá ser parcialmente recuperável apenas por empresas tributadas pelo Lucro Real, exclusivamente em relação ao PIS e à COFINS, desde que atendidos os critérios legais de creditamento. O ISS não gera crédito tributário, independentemente do regime adotado.
O que muda na prática ao criar campanhas
- O Ads Manager continuará exibindo apenas o valor do orçamento de mídia, sem impostos.
- As notas fiscais, faturas e boletos incluirão orçamento + impostos.
- Empresas precisarão rever limites de gastos, lances e planejamento financeiro, principalmente em contas pós-pagas.
Exemplo prático:
Se sua empresa planeja investir R$ 1.000 em mídia, o desembolso total pode chegar a aproximadamente R$ 1.138,30, considerando os tributos.
Diferenças por método de pagamento
Pós-pago (cartão de crédito):
O valor cobrado incluirá mídia + impostos, todos discriminados na nota fiscal.
Pré-pago (PIX, boleto, Mercado Pago):
O valor pago já considera os impostos, e o saldo disponível para anúncios será reduzido proporcionalmente.
Planejamento será essencial
Diante desse cenário, torna-se essencial que as áreas de Finanças, Compras, Marketing e Fiscal atuem de forma integrada, avaliando o impacto do regime tributário da empresa (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real) sobre o custo efetivo dos anúncios e a possibilidade, ou não, de aproveitamento de créditos.
Mais do que uma mudança operacional, o novo modelo de precificação da Meta evidencia a importância do planejamento tributário nas decisões de marketing digital, especialmente em um período de transição do sistema tributário brasileiro.
No In Par Hub, acreditamos que informação e planejamento caminham juntos. Acompanhar essas mudanças desde agora é fundamental para manter a eficiência das estratégias digitais em 2026 e nos próximos anos.
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